terça-feira, 29 de outubro de 2013
aerador de vinhos
Cada vez mais enólogos, sommeliers, enófilos e outros mais do mundo do vinho vão cedendo aos encantos desse acessório que tem feito a diferença na hora de provar um vinho.Após adquiri-lo - e testar - chego a conclusão que todos deveriam ter um à disposição na hora de beber seu vinho, ao contrário do que se pode pensar, ele é para todos e não para poucos.Sem o aerador instantâneo de vinhos é preciso esperar até horas para que o vinho acorde, recupere e libere suas propriedades. Qualidades como aroma, sabor, textura, cor só sugem após a oxigenação do vinho porque quando ele é engarrafado e arrolhado essas características ficam, digamos, adormecidas.Até o surgimento do aerador essa função era exercida com o uso do decanter, um outro acessório importante para quem aprecia vinhos.O funcionamento do aerador de vinhos é simples e segue o "Princípio de Bernoulli (matemático holandês 1700-1782 que aprensentou o princípio na obra Hidrodinâmica em 1738)": Um líquido, ao passar por uma tubulação com uma seção de diâmetro menor, diminui a pressão e aumenta a sua velocidade e junto a um tubo fino é capaz de atrair um fluxo de ar que permite a oxigenação imediata desse líquido. Aqui o vinho.É preciso saber que o aerador melhora significativamente o aroma, mas não muda/abre tanto o sabor dos vinhos.Um outro ponto é que ele funciona maravilhosamente com vinhos mais jovens e é preciso evitá-lo com vinhos mais maduros, pois a oxigenação do aerador pode desestruturar um vinho mais elaborado e que requer, de fato, uma aeração mais natural, gradativa e "nada agressiva".Os preços variam bastante. O mais barato que encontrei custava R$35,00 e o mais caro R$500,00, sendo a média comum R$100,00/R$150,00.Acredite: O custo benefício compensa (muito).
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
vinho uruguaio tannat
Espécie:Vitis viniferaOutros nomes:Harriague (Uruguai)1Madiran (França)Moustrou/Moustroun (França)Origem: FrançaCultivo:Uruguai2FrançaCor da uva:tintaTannat é uma uva tinta da família da Vitis viniferaoriginária do sul da França. É usualmente utilizada em assemblage com merlot, para suavizar o vinho.É a grande uva adotada pelo Uruguai, que possui uma extensa área de vinhedos dessa casta.2A tannat dá origem a vinhos de muito caráter, bastante corpo e estrutura, muito tanino, com grande intensidade de cor, aromas deliciosos de frutas escuras e chocolate, com ótima concentração. Estesvinhos acompanham muito bem pratos de carnes vermelhas, com molhos fortes.A uva Tannat é cultivada no Brasil nas regiões daSerra Gaúcha e Campanha Gaúcha.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
vinho do Porto
O Vinho do Porto é um vinho natural e fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas provenientes da Região Demarcada do Douro, noNorte de Portugal a cerca de 100 km a leste da cidade do Porto.1 Régua e Pinhão são os principais centros de produção, mas algumas das melhores vinhas ficam na zona mais a leste. o vinho do porto tem 16 marcas disponíveis.Apesar de produzida com uvas do Douro e armazenada nas caves de Vila Nova de Gaia, esta bebida alcoólica ficou conhecida como "vinho do Porto" a partir da segunda metade do século XVII por ser exportada para todo o mundo a partir desta cidade. Vila Nova de Gaia é o local com maior concentração de álcool por metro quadrado do mundo.A "descoberta" do vinho do Porto é polémica. Uma das versões, defendida pelos produtores daInglaterra, refere que a origem data do século XVII, quando os mercadores britânicos adicionarambrandy ao vinho da região do Douro para evitar que ele azedasse. Mas o processo que caracteriza a obtenção do precioso néctar era já conhecido bem antes do início do comércio com os ingleses. Já na época dos Descobrimentos o vinho era armazenado desta forma para se conservar um máximo de tempo durante as viagens. A diferença fundamental reside na zona de produção e nas castas utilizadas, hoje protegidas. A empresa Croft foi das primeiras a exportar vinho do Porto, seguida por outras empresas inglesas e escocesas.O que torna o vinho do Porto diferente dos restantes vinhos2 , além do clima único, é o facto de afermentação do vinho não ser completa, sendo parada numa fase inicial (dois ou três dias depois do início), através da adição de uma aguardente vínica neutra (com cerca de 77º de álcool). Assim o vinho do Porto é um vinho naturalmente doce (visto o açúcar natural das uvas não se transforma completamente em álcool) e mais forte do que os restantes vinhos (entre 19 e 22º de álcool).Fundamentalmente consideram-se três tipos de vinhos do Porto: Branco, Ruby e Tawny.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Investimentos em vinho
O termo investimentos alternativos é utilizado para classificar alguns investimentos não tradicionais, ou seja, que não sejam ações, títulos públicos, títulos privados, caderneta de poupança ou outra aplicação mais convencional. Não há uma classificação oficial ou mesmo definições precisas consensuais, de forma que vários investimentos podem ser classificados como alternativos, incluindo imóveis, fundos de Private Equity (como os mantidos pela Vinci Partners) e derivativos. Outros ativos que sequer são comumente entendidos como investimentos são obras de arte, selos raros, moedas antigas e vinhos. Em comum, esses ativos provocam um envolvimento maior com o investimento do que apenas as motivações financeiras, os ativos envolvidos sendo algo que os investidores gostam, de forma que esse tipo de aplicação é também conhecida com passion investments.
Diversos investidores compram vinhos e guardam a espera da valorização para posterior venda, o aumento no preço dos vinhos vindo do aumento no consumo em escala mundial, na crescente escassez e na própria inflação. Um aspecto interessante é que o vinho é um investimento de longo prazo, já que a qualidade do vinho aumenta ao longo do tempo e o bem vai se tornando cada vez mais escasso (o número de vinhos Bordeaux da safra de 1982 vai diminuindo com cada garrafa que é consumida).
O investimento em vinhos pode ser feito diretamente, o próprio investidor adquirindo o produto para depois vendê-lo. O investimento pode ser feito eletronicamente através de mercados organizados, que funciona de forma parecida com o mercado de ações, mas muito menos desenvolvido, ou no mercado físico, o dono do vinho procurando um comprador interessado. Uma alternativa é investir via fundos especializados nesse tipo de operação, existindo por volta de vinte fundos desse tipo (fonte: Financial Times) incluindo um fundo brasileiro lançado no começo de 2011. Uma terceira alternativa é negociar no en primeur, uma negociação a termo de vinhos nos estágios iniciais de produção com entrega futura para quando o vinho estiver pronto. O en primeur também pode ser utilizado como uma forma de hedge, para que o consumidor que tenha a necessidade de ter o produto apenas no futuro fixe o preço do produto hoje.
Assim como ocorre com ações, é possível criar um índice composto pelos vinhos mais negociado para acompanhar a rentabilidade do investimento. O principal mercado organizado de vinhos é o London International Vintners Exchange (conhecido como Liv-ex), bolsa inglesa que mantém diversos índices compostos por vinhos grau de investimento (que obtém elevada classificação por parte dos especialistas). Com base nesses índices, é possível analisar o desempenho de vinhos como uma classe de ativos. Os investimentos alternativos são conhecidos por terem baixa correlação com o mercado acionário, o que torna uma aplicação interessante para fins de diversificação. Nos últimos 5 anos, a correlação do Liv-ex Fine Wine Investables Index (índice composto pelos vinhos mais utilizados para fins de investimento) com o FTSE 100 (principal índice acionário do mercado do Reino Unido) sendo de 27,95%. O FTSE é uma boa escolha para comparação já que os dois índices estão denominados na mesma moeda (libras esterlinas). O retorno do índice de vinhos no período foi de 84,62% contra baixa de 10,42% do mercado acionário londrino.
O gráfico abaixo mostra a evolução do Liv-ex e do FTSE-100 desde o início do cálculo do índice de vinhos (janeiro de 1988), tomando a data inicial como base 100 para os dois índices.
Esse tipo de aplicação é destinada a investidores sofisticados com possibilidade de aportar elevadas quantias de recursos. Os fundos de investimento geralmente exigem elevados investimentos iniciais e adicionais. Para o investimento direto, é necessário gastar algumas dezenas de milhares de dólares para adquirir algumas garrafas de vinhos mais prestigiados (mais adequados para a utilização como investimento).
Esse texto serve mais para mostrar um exemplo de aplicação financeira além daquelas mais conhecidas do que como uma sugestão de investimentos. Mas fica a dica. E, em último caso, sempre é possível liquidar esse investimento bebendo-o
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
uva malbec
MalbecEspécie:Vitis viniferaOutros nomes:Auxerrois (França)1Grifforin (França)Gros Noir (França)Malbec(Argentina)Médoc Noir (Bordeaux,(França)Pressac (St. Emilion, França)Prolongeau (França)Origem:sudoeste da FrançaCultivo:Argentina1FrançaChileAustráliaItáliaNova ZelândiaAlemanhaEspanhaCor da uva:tintaCor do vinho:tintoMalbec, é um tipo de uva francesa e principal variedade da região de Cahors, também presente emBordeaux, encontrou condições excelentes na Argentina, onde produz vinhos frutados, muito macios, de bom corpo, cor escura e tânicos, para ser consumido ainda jovem, também muito usado em bordeaux para fazer corte. Malbec é utlizado amplamente por vinícolas argentinas, sendo esta produção equivalente a 59% do plantio mundial.1
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Como o vinho pode ter aromas/sabor de baunilha, caramelo ou canela?
Como o vinho pode ter aromas/sabor de baunilha, caramelo ou canela?
Começo afirmando que é bom que tenhamos em mente: o enólogo não adiciona canela, baunilha ou outros aditivos para atingir tais aromas/sabores (pelo menos os sérios). Depois é necessário entender que o processo de envelhecimento do vinho em barricas de carvalho, principalmente, tem grande impacto nos aromas e sabores que o vinho virá a apresentar quando abrirmos a garrafa.Devemos entender que existe muita química por trás do que faz com que o vinho tenha determinado aroma/sabor. Primeiramente cada tipo de uva terá um tipo de sabor intrínseco e quando a mesma for fermentada e transformada em vinho estas características olfativas e organolépticas serão ampliadas. É portanto durante o processo de fermentação que os compostos químicos conhecidos como ésteres são formados. Se você sentir cheiro de pétalas de rosa em um vinho, pode ser porque você está sentindo os aromas dos ésteres que estão nas rosas também. Os vinhos podem ser feitas por dezenas destes compostos químicos, e a pessoa que descreve o vinho ou está sentindo estas notas de maneira mais evidente ou está tentando encontrar um jeito de diferenciar determinado vinho por uma dada característica aromática.As barricas de carvalho podem ser grandes constituintes do perfil aromático de um vinho. Um barril pode infundir no vinho armazenado nele, sabores diferentes, dependendo da origem da madeira e de como é feita a tosta além de é claro, quanto tempo o vinho fica na mesma. Assim, um vinho que passa apenas alguns meses em um barril levemente tostadas vai ter um perfil diferente de um mesmo o mesmo vinho que fica por 18 meses em um barril altamente tostado. Um enólogo pode até querer fazer as duas coisas e, em seguida, misturar os dois para chegar a uma mistura complexa.Devemos também sempre lembrar que cada decisão que um vinicultor faz ao longo do caminho vai ter algum tipo de efeito sobre a forma como os aromas e sabores em vinho se apresentam ao consumidor. Isso depende não só do tipo de uvas, mas como e onde estas uvas são cultivada, a variação decorrente da safra (ano) e quem sabe uma das maiores decisões tomadas ainda no vinhedo: quando são colhidas as uvas.Um vinho tinto pode ser fermentado de diferentes maneiras, alguns enólogos resfriam o mosto das uvas enquanto fermentam, alguns utilizam os cachos inteiros e outros usam, por exemplo, leveduras nativas. O regime de envelhecimento em barricas, o envelhecimento em garrafa e a outra grande decisão - o corte - podem ter um enorme impacto sobre o produto final.E você, caríssimo leitor, o que acha a respeito destes aromas que sentimos no vinho? Deixem seus comentários e idéias no blog ou na fan page.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
10 vinhos bons e baratos
10 VINHOS BONS (E BARATOS) PARA TER EM CASA
Se você não quer passar vergonha com a sua próxima convidada, servindo Coca-Cola sem gás para ela, veja as nossas sugestões.Fizemos uma seleção com garrafas entre R$ 21 e R$ 89Todo mundo sabe que, para criar um clima romântico, não basta meia luz e música lenta: uma taça de vinha é essencial. Sem contar que o vinho deixa as mulheres mais desinibidas e inconsequentes. É a bebida do amor. Conversei com alguns amigos apreciadores da bebida e pedi recomendações de rótulos gostosos e de preço acessível. Inclusive, um deles me deu uma dica que ouviu de um enólogo inglês, que diz o seguinte: “Se você não é um grande entendedor de vinhos, nunca gaste mais de 70 reais numa garrafa. Porque a partir desse preço, as diferenças são muito sutis, só grandes enólogos percebem. Você pode acabar pagando 500 numa garrafa e não sentir nada de tão especial”. Assim sendo, cá está uma lista de vinhos para vocês:Casillero del DiabloPaís: ChileTipo: TintoUva: Cabernet SauvingnonPreço: R$ 21 Luigi BoscaPaís: ArgentinaTipo: TintoUva: MalbecPreço: R$ 60Marques de RiscalPaís: EspanhaTipo: TintoUva: TempranilloPreço: R$ 65D.V Catena Zapata País: ChileTipo: TintoUva: Malbec e Cabernet SauvignonPreço: R$ 88Ventisquero ClássicoPaís: ChileTipo: TintoUva: Cabernet SauvignonPreço: R$ 30 Viña AmaliaPaís: ArgentinaTipo: TintoUva: MalbecPreço: R$ 45Scaia Bianco IGT (Tenuta SantAntonio)País: ItáliaTipo: BrancoUva: Garganega, Trebbiano Soave e ChardonnayPreço: R$ 49 Marques de Caceres BrancoPaís: EspanhaTipo: BrancoUva: ViuraPreço: R$ 56Marques de Caceres RosePaís: EspanhaTipo: RoséUva: Tempranillo e GarnachaPreço: R$ 56Domaine Saint-Hilaire Tradition Coteaux d’Aix-en-Provence RoséPaís: FrançaTipo: RoséUva: Grenache, Syrah e CinsautPreço: R$ 68TAGS » bom e barato,elhombre,gastro
Como escolher o melhor queijo para acompanhar seu vinho
queijo para acompanhar vinhos, além da intensidade do sabor, deve-se, também, ser levado em conta a textura da massa e o percentual de gordura. No tocante a gordura, é válido ressaltar que poderão existir percentuais variados para um mesmo queijo, sendo função de fabricantes. Não existe uma regra rígida a seguir, na compatibilização entre queijos e vinhos, mas apenas dicas, que poderão ajudar aos interessados. Normalmente, os queijos têm sabor forte e intenso, elevada acidez, muita gordura e costumam ser muitos salgados. O importante é pesquisar a harmonia entre o queijo e o vinho, de modo que um não suplante o outro: seja um casamento perfeito, cada um contribuindo com a sua parte, para uma perfeita harmonização. É claro, nesta empreitada, a sensibilidade e o bom senso, de cada um, serão condições importantes e fundamentais.A título de uma primeira dica, vamos relacionar algumas harmonias, entre queijos e vinhos, como sugestões para serem testadas. Para tal vamos agrupar os queijos, segundo a textura da massa:1) Queijos de textura mole e semi-mole:* Brie (França): leite de vaca, 30 a 45% gordura, vinho branco seco como um Chardonnay do Novo Mundo.* Camembert (França): leite de vaca, 21 a 45% gordura, vinho branco seco como um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia ou um tinto como um Cabernet Franc do Velho Mundo.* Chabichou (França): leite de cabra, 45% gordura, vinho branco seco como um Sancerre (Sauvignon Blanc) do Loire ou um tinto leve como um Beaujolais Villages da Borgonha.* Tallegio (Itália): leite de vaca, 48% gordura, vinho tinto encorpado como um Barolo do Piemonte.* Serra da Estrela (Portugal): leite de ovelha, 45% gordura, vinho do Porto Tawny ou um tinto muito encorpado como um Amarone do Vêneto.* Gorgonzola (Itália): leite de vaca, 48% gordura, vinho branco doce de sobremesa como um Sauternes de Bordeaux ou um Porto Tawny..* Blue Castello (Dinamarca): leite de vaca, 70% gordura, vinho do Porto Tawny, Tokaji Aszú- 5 Puttonyos da Hungria ou um Sauternes.2) Queijos de textura semi-dura:* Chévre (França): leite de cabra, 45 % gordura, vinho branco seco como um Chardonnay da Borgonha ou um Condrieu (Viognier) do Rhône.* Roquefort (França): leite de ovelha, 36% gordura, vinho branco doce de sobremesa como um Sauternes, Porto Tawny ou um Amarone.* Edam (Holanda): leite de vaca, 40% gordura, vinho tinto leve como um Baeujolais Villages da Borgonha.* Gouda (Holanda): leite de vaca, 40% gordura, vinho branco seco como um Chardonnay do Novo Mundo.* Rabacal (Portugal): leite de ovelha e cabra, 50 a 60% gordura, Sauternes, Porto Tawny ou Tokaji Aszú- 5 Puttonyos* Cheddar (Inglaterra): Leite de vaca, 40% gordura, vinho tinto como um Tempranillo da Espanha.* Yorkshire Blue (Inglaterra): leite de ovelha, 48% gordura, Porto Tawny ou um Amarone.* Stilton (Inglaterra): leite de vaca, 50% gordura, Sauternes, Porto Tawny ou Tokaji Aszú- 5 Puttonyos.* Tête–de-Moine (Suíça): leite de vaca, 50% gordura, vinho branco seco como um Riesling Kabinett-trocken da Alemanha.* Tilsit (Alemanha): leite de vaca, 20% gordura, vinho branco seco como um Müller-Thurgau Kabinett-trocken da Alemanha.3) Queijos de textura dura:* Parmigiano Reggiano (Itália): leite de vaca, 29% gordura, vinho tinto como um Chianti da Toscana.* Pecorino (Itália): leite de ovelha, 37% gordura, vinho tinto como um La Poja do Veneto.* Grana-Padano (Itália): leite de vaca, 32% gordura, vinho tinto como um Barbaresco do Piemonte.* Manchego (Espanha): leite de ovelha, 57% gordura, vinho tinto muito encorpado como um Amarone.* Zamorano (Espanha): leite de ovelha, 50% gordura, vinho tinto como um Alion da Ribera Del Duero.* Emmental (Suíça): leite de vaca, 37 a 45% gordura, vinho tinto como um Malbec da Argentina.* Gruyére (Suíça): leite de vaca, 48% gordura, vinho branco seco como um Vouvray (Chenin Blanc) do Loire.Notas: a) Existem queijos difíceis de serem compatibilizados. É o caso do Provolone (Itália), de sabor defumado. Segundo Mônica Pessoa, da Associação Brasileira de Degustadores de Queijos: “Qualquer vinho combinado com o Provolone, vai sumir diante da sua potência”. Entretanto, vale a pena tentar com um Gewurstraminer da Alsácia ou um Shiraz australiano.b) Numa rodada de queijos e vinhos, para não complicar muito e ser objetivo é válido escolher poucos queijos. Assim, um queijo de leite de cabra (Chabichou,Chévre,...) um de massa mole (Brie, Camembert, ... ), um de massa dura (Parmigiano, Pecorino, ....) e um azul (Roquefort, Gorgonzola, ....), levando–se em conta 200g a 250g de queijo por pessoa.Os queijos de textura mole devem ser retirados da geladeira com meia hora de antecedência, enquanto que os de textura dura com 2 horas. Os pães são fundamentais. Eles consolidam a união dos queijos e vinhos (tipos italiano, francês, alemão, de centeio com nozes, etc). Assim, seriam, também, escolhidos vinho branco seco, vinho tinto encorpado e vinho branco doce de sobremesa ou Porto.c) A Revista Expand nº 3, sugere as seguintes combinações entre queijos, vinhos e geléias: * Queijo tipo Brie, vinho branco seco Trio-Chardonnay- 99-Concha Y Toro - Chile e geléia de tangerina.* Queijo tipo Pecorino, vinho tinto encorpado- Baron de Ley –97-Espanha e geléia de pêra.* Queijo Parmigiano , vinho tinto tânico- Quinta de La Rosa-2000-Portugal e mistura de mel com azeite de trufas brancas.* Queijo Tallégio, vinho tinto encorpado-Langhe Rosso-98-Batasiolo-Piemonte-Itália e geléia de figo preto.Obs: A combinação da geléia com o queijo e o vinho, ocorre mais na esfera do aroma do que do paladar.d) Os Queijos relacionados neste texto podem ser encontrados:Enoteca Decanter – Rua Fernandes Tourinho, 503 – Savassi/BH - (31) 32873618.Calecut – Shopping Diamond Mall – BH – fone (31) 32929020.As geléias relacionadas no item c) são das marcas Albert Ménés (tangerina), Lavitar (mistura de mel com azeite de trufas brancas) e Lê Cordon Bleu (pêra e figo preto). Podem ser encontradas na Casa Santa Luzia – São Paulo, fone (011) 38975000
Enólogo ou Enófilo
Enólogo - O pai da Criança
O Enólogo é um profissional formado em Agronomia, com especialização em Enologia, ou formado em uma faculdade de Enologia.No Brasil só existe uma Universidade que oferece este curso, está em Bento Gonçalves na Serra Gaúcha.As profissões de enólogo e de técnico em enologia foram regulamentadas no Brasil em 2007, pela Lei nº 11.476, de 29 de maio.O Enólogo trabalha na vinícola e é responsável por todas as decisões de produção do vinho: análise do solo, métodos de irrigação, escolha das mudas, da melhor técnica para plantar, para podar, para colher (nesta fase de cuidado com as plantas ele pode ter o auxílio de um agrônomo). Após a colheita o enólogo define as técnicas de vinificação, os cortes (mistura de uvas), o tempo de amadurecimento e a hora de colocar o vinho no mercado.O Enólogo precisa tomar decisões importantes durante todo o processo de produção e estas decisões são fundamentais para o resultado final, o vinho.
Enófilo
Enófilos somos todos nós que gostamos de vinhos, que fazemos anotações sobre os vinhos que tomamos, que freqüentamos confrarias ou encontros de vinhos, enófilos com diferentes níveis de conhecimento sobre vinhos.Nós somos enófilos e você também é, embora nem soubesse disso. Um comentário muito inteligente diz que "Enólogo é o cara que diante do vinho toma decisões, e Enófilo é aquele que, diante das decisões toma vinho" (de Luiz Groff).
Sommelier
Já que estamos falando dos personagens do vinho, precisamos ainda apresentar o Sommelier. Ele é o soldado do vinho. Não raramente é um garçom talentoso para o assunto que estudou e se especializou.O Sommelier é o profissional responsável por tudo relacionado ao vinho no restaurante ou loja (a escolha dos vinhos, a elaboração da Carta de Vinhos, a compra e reposição, o armazenamento e o serviço do vinho), bem como das outras bebidas (em alguns restaurantes mais diferenciados ele também é o responsável pelos charutos).No Brasil até agora não existe uma regulamentação da profissão de sommelier. O projeto está parado no Congresso Nacional.Por este motivo também não há uma escola responsável oficialmente pela formação desses profissionais, nem um currículo aprovado pelo MEC, nem um diploma reconhecido.Diversas entidades ministram cursos profissionalizantes, como as ABS, as SBAV, os SENAC e várias escolas particulares.Aqui cabe uma observação: a medicina já provou que as mulheres têm o aparelho olfativo melhor do que o dos homens. Sendo assim, com o "equipamento" garantido, cabe às mulheres se dedicar ao estudo dos vinhos e assim ocupar cada vez mais lugar no interessantíssimo mundo do vinho, seja como Enólogas, Sommeliers ou simplesmente Enófilas.
O Enochato
Enochato é aquela espécie da qual todos nós conhecemos um exemplar (ou vários).O enochato chega às festas ou ao restaurante, pega uma taça, certifica-se de que tem bastante gente olhando, faz cara de entendido, gira o copo no sentido horário e com inclinação de 26,487º em relação a Greenwich, funga dentro da taça, revira os olhos, fala um monte de coisas complicadas e depois olha para as outras pessoas presentes com ar superior, como se elas fossem a ralé da humanidade por não entender de vinhos tanto quanto ele.É justamente por causa dos enochatos que o vinho tem essa fama de coisa complicada, inacessível, sofisticada, exclusiva de gente rica, metida e chata.Propomos aqui uma campanha internacional de extermínio dos enochatos e para isso não é preciso usar violência, basta que ninguém mais preste atenção às macaquices deles frente a uma taça de vinho. Sem platéia, o enochato murcha, perde a pose e sai de fininho.É preciso acabar com essa impressão elitista que as pessoas têm do vinho.No século 17, a Igreja Católica dava pão e vinho às famílias pobres! Vinho era considerado item de primeira necessidade, fazia parte da cesta básica!Todo mundo deveria ter a oportunidade de aprender a tomar vinhos, sem achar que o vinho e sua cultura representam chatice ou um bicho papão, cheio de mistérios e dificuldades.A partir de agora você também é um soldado nessa luta para popularizar o vinho, combinado?
Enologia
Enologia é a ciência que estuda todos os aspectos relativos ao vinho, desde o plantio, escolha do solo,vindima, produção, envelhecimento, engarrafamento e venda.Existem pouquíssimas faculdades de enologia, estando as principais na França e Itália. EmPortugal a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro ministra a única Licenciatura em Enologia deste país. Na América do Sul, segundo alguns, a melhor delas localiza-se em Mendoza, Argentina. No Brasil existem quatro, sendo que a unica que oferece bacharelado em enologia é a Universidade Federal do Pampa- Campus de (Dom Pedrito) ,e as outras três instituições oferecem curso na graduação de tecnologo e tecnico em enologia, sendo uma em Bento Gonçalves (Rio Grande do Sul), outra em Petrolina (Pernambuco), ambas oferecidas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFET), e a terceira é oferecida pelaUniversidade Federal de Pelotas.A enologia é uma ciência moderna que reúne oconhecimento científico sobre as diversas áreas para se estudar as questões relacionadas com ovinho. As disciplinas de base para a formação doenólogo incluem a entomologia, fisiologia,matemática, estatística, geologia, botânica,microbiologia, física, marketing, economia,climatologia, química, entre outras. Além das disciplinas voltadas para a prática da enologia como a vinificação, viticultura, marketing de vinhos,operações unitárias relacionadas a elaboração dovinhos, controle de qualidade e análise sensorial.Não confundir com viticultura, que estuda somente o cultivo da uva para o vinho e vinicultura, que concentra os aspectos culturais em torno do vinho.
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